Site Loader
Cefet/RJ
Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ)

O lúpus é uma doença autoimune crônica (ou seja, para toda a vida) que pode causar danos a qualquer parte do corpo. Isso acontece porque o sistema imunológico, que normalmente protege contra vírus e bactérias, ataca órgãos e tecidos saudáveis. Dessa forma, a doença pode atingir pele, articulações, rins e até o cérebro.

Mas por que o corpo ataca a si mesmo?

Nas doenças autoimunes, o sistema imunológico não consegue diferenciar vírus, bactérias e outros germes das células, tecidos ou órgãos saudáveis do corpo. Por isso, ele passa a atacar e destruir também essas estruturas saudáveis.

Por que o lúpus afeta mais mulheres?

Estudos mostram que 9 em cada 10 casos de lúpus acontecem em mulheres. Isso ocorre por diversos fatores:

• Hormônios femininos: o estrogênio pode favorecer o desenvolvimento da doença.

• Cromossomo X: alterações na inativação do cromossomo aumentam o risco de doenças autoimunes.

• Genética e etnia: mulheres negras, latinas e asiáticas têm maior predisposição ao lúpus.

Sintomas

• Manchas na pele em “formato de borboleta” no rosto e sensibilidade ao sol.

• Dor e inchaço nas articulações, principalmente em mãos e punhos.

• Fadiga, febre, queda de cabelo, feridas na boca, dor no peito ao respirar e alterações no sangue, como anemia.

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser difícil, já que os sintomas se parecem com os de outras doenças. Para confirmar, são utilizados:

• Exames de sangue e urina.

• Avaliação clínica dos sintomas.

• Acompanhamento com reumatologista.

Precauções

Não existe uma forma 100% eficaz de prevenir o lúpus, mas alguns cuidados ajudam:

• Evitar exposição excessiva ao sol.

• Manter hábitos saudáveis.

Consultas frequentes ao médico também funcionam como forma de prevenção.

Tratamentos

O lúpus não tem cura, mas pode ser controlado. Os principais tratamentos incluem:

• Anti-inflamatórios para dor.

• Corticoides para crises.

• Imunossupressores e antimaláricos (como a hidroxicloroquina).

Sites consultados para elaboração dessa postagem:

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde de A a Z: Lúpus. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/l/lupus. 

UNITED STATES. Office on Women’s Health. Lupus and women. Washington, DC: U.S. Department of Health & Human Services. Disponível em: https://womenshealth.gov/lupus/lupus-and-women. 

CENTRO DE MEDICINA ESPECIALIZADA DE CURITIBA. Por que existem mais mulheres com lúpus do que homens? Curitiba: Cemec Pesquisa Clínica. Disponível em: https://cemecpesquisaclinica.com.br/por-que-existem-mais-mulheres-com-lupus-do-que-homens/. 

Post Author: Gabriella dos Santos Costa