Autoavaliação

Pontos Fortes

Os pontos fortes são listados a seguir:

  • O PPCIC apresenta-se como o primeiro programa de pós-graduação stricto sensu do Brasil com o foco em Ciência de Dados. Isso abre um espaço de destaque do CEFET/RJ no cenário brasileiro nesse domínio e, ao mesmo tempo, traz oportunidades de estabelecer várias parcerias que potencializem a pesquisa e aumentem a inserção social do programa.
  • Recebimento de uma boa avaliação na última quadrienal (2013-2016), conforme pode ser observado na ficha de avaliação: “O programa inicia suas atividades com uma boa produção intelectual e distribuição uniforme da produção. A produção intelectual está de boa qualidade e insere-se no nível de programas com nota 4.”
  • Parcerias com pesquisadores de outras instituições nacionais e internacionais bastante reconhecidas aumentam a sinergia e possibilitam pesquisas mais sólidas e promissoras.
  • Verticalização do ensino: médio/técnico, graduação e mestrado, é um ponto a destacar, uma vez que desperta o interesse pelas atividades de pesquisa do Programa por alunos de outros níveis que, ao ingressarem no PPCIC, já tiveram a oportunidade de se envolver com estudos e projetos relacionados às duas linhas de pesquisa.
  • Política institucional de apoio tanto administrativo quanto no aporte financeiro às atividades de pesquisa e pós-graduação. Um exemplo foi a implantação das regras de Credenciamento e Acompanhamento Docente – aprovada pelo Conselho de Pesquisa e Pós-Graduação (COPEP) e homologada pelo Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão (CEPE) – para todos os programas de pós-graduação da instituição. Esse apoio tem sido fundamental e se refletiu na melhora da produção intelectual do Programa. Outro exemplo é o aporte financeiro de aproximadamente dois milhões anuais para o desenvolvimento de atividades de pesquisa
  • Regras de credenciamento do Programa sólidas e aderentes às necessidades da área da Ciência da Computação.
  • Transparência do Programa. Atas, provas e o funcionamento do Programa estão disponíveis no site do Programa.
  • O Programa se inicia com uma boa produção intelectual e distribuição da produção.
  • Fortalecimento significativo de captação de recursos em órgãos de fomento como CNPq (Edital Universal, Bolsas PQ) e FAPERJ (Edital de Apoio às Engenharias, Edital de Apoio a Grupos Emergentes, APQ-1, APQ4 e outros).
  • Coordenação do curso conta com uma Comissão de Avaliação Docente que tem reuniões periódicas para acompanhar os indicadores e zelar pela implementação das ações do Plano de Metas e Melhorias.

Pontos a Melhorar

Os pontos a melhorar são listados a seguir:

  • Apesar do Programa apresentar diversas publicações nos estratos superiores, estão sendo feitos esforços para aumentar, cada vez mais, o quantitativo de publicações em veículos considerados mais bem qualificados pela área e aumentar o fator H dos docentes do Programa.
  • O PPCIC possui 25% dos docentes com bolsa PQ, no entanto, pretende-se ampliar ainda mais esse percentual.
  • Como se trata de um Programa que começou em 2016, o número de bolsas ainda é reduzido perante a demanda apresentada. Para mitigar o problema, o CEFET/RJ forneceu algumas bolsas do PPCIC por meio de recursos próprios do centro de custo da Diretoria de Pesquisa e Pós-Graduação (DIPPG).
  • Como se trata de um programa recente, apesar das diversas iniciativas já descritas anteriormente, entende-se que seria importante ampliar ainda mais as ações que aumentassem a visibilidade do Programa, de modo que o PPCIC possa ser mais conhecido e reconhecido pela sociedade e pela comunidade da área de Ciência da Computação. Ações como tornar-se sede do Poscomp e organização de eventos nacionais e internacionais vêm sendo realizadas.
  • Apesar dos diversos projetos com recursos oriundos de órgãos de fomento, o PPCIC considera que é importante ampliar a quantidade de recursos advindos de órgãos de fomento. Especialmente considerando-se que há dificuldades burocráticas para aquisição de material e serviços, bem como, estabelecimento de parcerias que envolvam repasse de recursos. O CEFET/RJ não possui Fundação de Apoio de modo que se torna dependente dos processos de compra realizados através da Lei 8.666 (Lei das Licitações). Não existe, portanto, autonomia, rapidez e flexibilidade satisfatórias para viabilizar aquisição de material e contratação de serviços. A falta de fundação de apoio também não permite que sejam pagas inscrições em eventos que não tenham SICAF (inserem-se nesse caso praticamente todos os eventos internacionais) e outros serviços tais como pagamento de taxa de publicação em periódicos internacionais, aquisição de licença de uso de softwares que não tenham representação no Brasil etc. Soma-se a isso, o tempo gasto para o processamento de um pedido de compra, abertura do processo de licitação e realização do pregão até a efetiva entrega do material/serviço. A falta de Fundação de Apoio ainda dificulta parcerias que envolvam repasse de recursos com empresas públicas ou da iniciativa privada, uma vez que qualquer repasse dessa natureza é feito através da conta do tesouro perdendo-se o controle sobre a gestão dos mesmos. Trata-se, no entanto, de problema institucional e de regulamentação nacional de modo que o Programa não tem como interferir nessa situação. A estratégia para tentar minimizar o problema é a submissão de projetos de pesquisa a órgãos de fomento que repassem os recursos diretamente para o pesquisador que passa a ter maior autonomia sobre a gestão dos mesmos. Nesse sentido, está havendo um movimento por parte dos docentes do PPCIC de submeter projetos e participar de editais de órgãos de fomento como CNPq e FAPERJ.

Cabe um comentário da situação econômica atual, que sinaliza um quadro de escassez de recursos das fontes de fomento federais e estaduais. Neste contexto, o Programa tem a necessidade de aumentar o esforço para tentar elevar o nível de produção sem os mesmos recursos, principalmente financeiros, dos anos anteriores.